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TESTE: SUA ESPOSA O TRAI?

01) Quando você chega em casa, a sua mulher: a) Recebe-o normalmente, pergunta como foi o dia e fala como foi o dia dela; b) Não diz nada de importante, apenas futilidades; c) Ela nunca está porque chega em casa mais tarde do que você. 02) Quando vocês fazem amor, ela: a) Relaxa e diz que adorou; b) Relaxa e fala sobre outras coisas da rotina dela; c) Não diz nada. Vira e dorme. 03) Quando vocês acordam, ela: a) Dá bom dia com bom humor e pergunta se você dormiu bem; b) Fala outras coisas, como estar atrasada, o que vai fazer pela manhã etc; c) Não dá tempo de falar nada porque ela sempre acorda muito cedo e sai antes de você acordar. 04) Quando vocês saem com os amigos, ela: a) Fica animada, conversando com todo mundo; b) Não necessariamente gosta de sair, a não ser que vá alguma amiga mais próxima dela; c) Fica meio calada. 05) Quando vocês brigam, ela: a) Sai do sério, grita, fica louca e diz que você não presta; b) Fica calma, tenta argumentar e ...

OS CASAMENTOS

Tem gente que casa só por casar. Porque já ia mesmo sair de casa e, como arrumou uma cara-metade, junta o útil ao agradável. Tem medo da solidão, mesmo querendo privacidade. Há outras pessoas que não sabem se querem casar, mas também incomoda-lhes a ideia de chegarem sozinhas à velhice. É o medo de envelhecer só. De não ter uma companhia a quem recorrer nos momentos de angústia. E ainda há aqueles que casam e descasam como se troca de roupa. Adoram viver relacionamentos, mesmo que muitas vezes se percam neles. Mas há um tipo de casamento hoje em dia que está ganhando adeptos, mesmo que ainda em fase inicial: é o casamento em que os parceiros não têm que necessariamente morar juntos. 'Será que isso é casamento mesmo?' Isso, só o tempo poderá responder. De primeira olhada, pessoas que se casam, mas não moram juntas por alguma incompatibilidade (tempo, horários, filhos de outros casamentos, vida profissional etc), dão a sensação - para os mais tradicionais - de que estão se engan...

AS MÁS LÍNGUAS E A VÊNUS DE MILO

As más línguas dizem coisas más. Às vezes verdadeiras, às vezes não, mas são ferinas as coisas que dizem as más línguas. Elas parecem um ser de vida própria, um agente oculto que tudo vê e de tudo fala, mesmo que não corresponda exatamente à verdade. A verdade é apenas mais um detalhe. E as más línguas não perdoam. Falam mesmo. Falam mais que o povo. Difamaram até a coitada da Vênus de Milo, estátua que simboliza a deusa grega Afrodite. Só por causa da sua aparência, sem os braços, pronto! As más línguas, quando bateram o olho nela, lá no Museu do Louvre, já acharam logo uma explicação para aquela aparência diferente que tanto chama a atenção dos turistas. Dizem as más línguas que a Vênus de Milo representa um castigo, um castigo dos deuses, ou melhor, de um deus específico: Zeus. Afrodite era a deusa grega do amor e da beleza. Sua história é cheia de estranhezas desde o seu nascimento. Conta-se que a bela Afrodite é filha de Zeus com Dione. E os deuses não tinham filhos normalmente ...

CADÁVER

O pequeno Juliano estava a cismar embaixo do pé de jabuticaba do sítio de seus avós. Gostava disso o pequeno Juliano. Pensava mil coisas: em brinquedos novos, em acordar cedo e tomar banho para começar bem o dia, em estudar todos os dias e não acumular as tarefas da escola. Juliano pensava até quando tivesse uma namorada. Estava com oito anos Juliano, mas já planejava como ia ser quando fosse namorado de alguma menina. 'Vou ter que andar sempre arrumado. As meninas são tão arrumadas!', refletia. Mas naquele final de tarde de domingo, dia bucólico, ainda mais bucólico porque ameaçava chover, estava Juliano pensando em algo incomum: cadáver. Isso mesmo, o tema dos pensamentos de Juliano era "cadáver". Mas não um cadáver específico e, sim, o cadáver de uma maneira geral. O cadáver enquanto ser existencial no planeta Terra. Juliano estava intrigado com o fato de todos nós virarmos um cadáver e falava com o pé de jabuticaba, o qual ele chamava de Macabéa: - Engraçado, ...

ETERNA PROCURA

Ela queria ser feliz. E ser feliz com felicidade. Disseram-lhe que para ser feliz tinha que ser uma boa pessoa. Então, procurou ser assim. Fez o que pôde, mas às vezes as quedas de caráter não deixavam. Por muitos momentos foi difícil perdoar, esquecer, deixar pra lá. Mesmo assim, ela se achava uma boa pessoa. Disseram-lhe também que felicidade também passava por escolher alguém legal para casar, ficar junto, juntar os trapos, dividir a cama. Passou por algumas experiências, por algumas pessoas. Com algumas ela foi ela mesma. Com outras, foi o que queriam que ela fosse. Com algumas foi sincera, verdadeira, transparente. Com outras, nem tanto. Disfarçou, omitiu, mentiu. Desistiu de ser santa, certa, íntegra. Procurou, então, ser ela mesma. Quando resolveu isso chegava aos 30 anos. Encontrou um casamento. No começo, era como ela queria. Atenção, cumplicidade, companheirismo. Depois veio o que ela não queria: o todo dia, o cotidiano, o dia após o outro, o domínio da rotina. Mas, quand...

REFLEXÕES

A juventude acaba justamente no momento em que mais precisamos dela. O amadurecimento não é pontual porque sempre só chega depois. Então, troque suas pilhas regularmente para não ficar parado no tempo. A pior coisa não é quando as horas nos engolem, é quando nos esquecemos de que o tempo passa. A idade é uma companheira sem orgulho. Negamo-la, mas mesmo assim essa triste nos ama! E é ultrarresistente aos seguintes venenos: botox, tinta para cabelo, silicone, plástica, peeling e todas essas artimanhas com as quais gastamos pequenas fortunas regularmente. O amor é o sentimento mais sem noção e mais indeciso que existe. Adora fazer alguém muito feliz ou muito triste. Quem se dá bem com ele o tempo todo deve ter transtorno bipolar. A saudade é um despertador que só sabe funcionar no modo soneca. Dá corda pra você ver só! O fanatismo religioso é um poço cheio de holofotes lá no fundo. Você só enxerga as luzes, mais nada. O medo é um rogador de praga. Quando a gente duvida dele g...

O ALVIRRUBRO

Até onde vai a paixão por um time de futebol? Depende de cada apaixonado. A de Jeremias com certeza vai bem longe. Alvirrubro doente, Jerê não vive um dia de sua vida sem pensar no Náutico, sem fazer alguma coisa em prol do Náutico, enfim, sem interagir com o time que parece ser a razão de sua vida. Otília, sua noiva, já o conheceu assim, ferrenho torcedor. Mas o que ela não imaginava - ou não queria enxergar - é que essa devoção de Jeremias pelo Timbu fosse incomodá-la tanto. Como tudo são flores no namoro, claro que Otília não se importava com as esquisitices de Jerê em dia de jogo. Dormia com a camisa do time, pisava no chão primeiro com o pé direito, tomava café com a xícara vermelha e branca e passava o dia todo mentalizando a vitória do Náutico até a hora de ir para o estádio. Ritual que se repete todo dia de jogo. Quando o time ganhava, nem para casa voltava, muito menos ia ver a então namorada. Entregava-se aos prazeres do álcool para comemorar orgulhosamente a vitória. Mas...