Pular para o conteúdo principal

O NOVELO

Pedro é casado com Luíza, mas ama Tereza, que ama Amadeu, que sente tesão por Silvana, que pensa que ama Maria, mas é só carência de amor de mãe e na verdade ama o primo Alceu. Só que Maria, que conquistou o pseudo amor de Silvana, ama Natália, que é apaixonada desde criança pelo professor de literatura Ronaldo, que é casado com Dora, que é professora de inglês e dá aula a Luíza, aquela que é casada com Pedro.

Apesar de amar Tereza, Pedro, aquele que é casado com Luíza, tem um romance secreto com Marlene, a dona do curso de inglês onde Dora trabalha. Só que Ronaldo, que é casado com Dora, ouviu-a comentar que a chefe dela tem um caso com um homem casado e partilhou essa informação com Alceu, aquele primo de Silvana pelo qual ela é apaixonada e não sabe.

Deu a maior confusão porque Alceu contou isso na barbearia, mas Pedro, o que é casado com Luíza, também estava lá e ouviu tudo. Furioso, foi tirar satisfação com Marlene, a sua amante que é dona do curso de inglês onde Dora trabalha e também onde Luíza, a esposa traída, estuda. Marlene negou que tivesse comentado com alguém, mas Pedro não acreditou e acabou o romance.

Um belo dia, Luíza, a esposa de Pedro, ficou sabendo do boato lá no curso de inglês de que a dona estava tendo um caso com um homem casado. Mas não tiveram coragem de dizer a ela que Pedro, o seu marido, era uma das partes envolvidas. Dora, que gosta muito de Luíza, ficou com pena e começou uma amizade com ela.

Luíza passou a frequentar a casa de Dora, que é casada com o professor Ronaldo. Só que ele, quando viu Luíza, ficou encantado e com o tempo se apaixonou por ela e, com mais um pouco de tempo, já estavam tendo um caso. Ronaldo comentou isso com o amigo Alceu, que não se conteve e dividiu o segredo com a prima Silvana, aquela que gosta dele (de Alceu) e não sabe, que, por sua vez, disse a Maria e esta comentou com o seu amor platônico, Natália, aquela que é apaixonada justamente pelo professor Ronaldo.

Enfurecida por estar sendo preterida do lugar de amante, Natália deu um jeito de a notícia chegar a Dora, que flagrou os dois - Ronaldo e Luíza - numa sorveteria. Sem pestanejar, Dora foi na casa de Pedro e revelou tudo. Disse que Ronaldo, o marido dela, estava tendo um caso com Luíza, a mulher dele.

Pedro ficou surpreso, mas só. Dora ficou decepcionada. Incitou-o a acabar com aquela história, mas Pedro disse que não ligava para isso porque finalmente Tereza, aquela que ele amava mesmo estando casado com Luíza, havia aceitado ser amante dele. Só que Tereza tem um namorado e ninguém sabe. É um marinheiro que só vive viajando e por isso não entrou nessa história.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

No ritmo do mar

Os pensamentos guardam em si a mesma intermitência das ondas do mar. Ora voltam à calmaria, ora revoltam-se contra as pedras, ora nos quebram só para começarmos tudo de novo... E ainda bem que o mar é assim.

O riso

O riso é, sim, uma manifestação de alguém que está feliz. Mas é também desespero de alguém em aflição. Porque o riso tem essa característica de ser, em si, oposição. O riso é ainda um recurso de quem é pego de surpresa e, sem saber o que dizer, ri. Ri o riso dos fujões ou dos traídos pela falta de reação ao assalto de um argumento. O riso é, sim, autoritário. Impõe com uma cara engraçada uma inocente piada, que de nada disso tem. Tem pavor, rancor, preconceito. Mas o riso tudo abafa. E aparece, ali, sorrateiro e inconveniente.  Senhor de sua presença. O riso é, sim, falta de assunto. Provocação e até irritação. Testa os nervos de quem vê em tudo um opositor. Testa também os nervos daquele professor. Que suporta, ou não, os risinhos quando tira os olhos do grupo. O riso, em suas variantes e sob todas as suas relatividades, é imprevisível. É um enigma. Porque nem todo riso é sincero. E quando falta a verdade, sobra aut...

Quarentena da varanda

Virgínia tinha 47 anos e observava a paisagem da varanda de seu apartamento. Fazia isso já há quase 40 dias. Estava em quarentena. Ela e um terço da população do planeta. Um vírus novo, altamente contagioso e letal colocou todos em casa. Ou pelo menos os que quiseram e puderam ficar. Ela tinha 47 e olhava a paisagem da varanda... Uma vida parada ou pulsante ? Engraçado ela comungar dos dois pontos de vista. A cidade estava aparentemente parada. Ouvia e via um carro aqui, outro ali cortar a avenida. Mas as pessoas estavam pulsantes. Cada uma com seus anjos e demônios internos e externos para lidar. Quarentena sozinho, quarentena com a família... Um desafio diário. Imagem: Joseph Redfield Nino / Pixabay Virgínia refletia sobre aquele desafio na vida dela. Não o tempo todo. Procurava dividir a rotina para ter uma rotina. Uma que fizesse sentido. Um novo pra o novo tempo. E um novo para um tempo mais novo ainda que estava por vir. Mas, entre os pensamentos, foi caçar algo na N...