domingo, 25 de setembro de 2011

Reflexões de um poeta


O que do mundo é vagaroso?

A vida se mexe devagar

A alma se mexe devagar

Devagar o ser se forma



Tempestades destroem em segundos

Mas levam um tempo para nascer

Dos oceanos mais profundos

As piores são as dos nosso ser



Não sabemos quando uma delas

De nós vai se apoderar

Mas podemos aprender

Como as dores evitar



A vida é um oceano

De acontecimentos e redemoinhos

Mal sabe o nosso olho

O que faz o vizinho



Na calada da noite

As situações são vividas

E muita gente consuma

O prazer de uma vida dividida



Viver com o outro é um desafio

Que nos bate à porta todos os dias

Imagine o que é vivenciar

Essa situação em dose dupla?



Nunca podemos dizer

Que desse rio nos desviaremos

Porque o destino é especialista

Em nos pregar controversas peças



Qual a saída, então

Para colhermos os frutos bons

Diria que não existe fórmula pronta

Nem segredo revelado

Mas pergunte a qualquer poeta

O que ele faria se isso lhe fosse perguntado



Sobre as agruras do amor

Um poeta tem muito a dizer

Dizem que melhor o faz

Aquele que está a sofrer



Eu certamente não saberia dizer

Se para tal desafio fosse convocado

Porque aqui sou quase um poeta

Tomei esse espaço emprestado



Sofrer de amor ou desamor?

Eis a grande questão

Muitos preferem viver

Na cruel solidão

Outros adoram conviver

Com o seu eu apenas

Com outra pessoa, não



Sozinho ou acompanhado

Bem ou mal amado

O melhor é arriscar

E ser bem cuidado

Seja por você sozinho

Ou por outro ser vivente

Que apareça na sua frente

Pois até uma pedra no caminho

Pode nos ensinar a colher os dias

Cada um ao seu pouquinho

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